Projeto apresentado ao CMDCA – Conselho Municipal dos

Direitos da Criança e do Adolescente

 

 

 

 

 

 

Outubro/2007

 

 

 

 


 

1. Histórico da organização

 

A Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária – AAPCS – é uma organização da sociedade civil com finalidade pública e responsável pela implementação e administração do Programa Capacitação Solidária. A AAPCS foi fundada em 1995 e tem como missão mobilizar, articular e transferir recursos, tecnologias de gestão social e educação para o fortalecimento das organizações sociais que promovam a inclusão social e o combate à pobreza, com foco prioritário na juventude.

 

2. Apresentação do Projeto

 

Projeto de capacitação profissional de jovens de Cidade Dutra, Grajaú e Socorro distritos do município de São Paulo que compõem a subprefeitura de Capela do Socorro, para o exercício de uma atividade geradora de renda. Para tanto, propõe a realização de 10 cursos de capacitação profissional com 600 horas cada um, distribuídas ao longo de seis meses, envolvendo 300 adolescentes.

 

Metas

 

*      Capacitar 300 jovens de 16 e 17 anos em 10 cursos com carga horária total de 600 horas cada;

*      Apoiar a gestão dos 10 projetos por meio de atividades de planejamento e supervisão técnica de todo o processo.

 

Objetivo Geral

 

*      Promover a capacitação profissional de jovens residentes na Capela Socorro, para o exercício de uma atividade geradora de renda.

 

Objetivos Específicos

 

*      Despertar nos jovens o interesse em ampliar seu nível de escolaridade e seus conhecimentos;

*      Desenvolver capacidades básicas de comunicação, organização e sociabilidade;

*      Desenvolver capacidades específicas de uma atividade geradora de renda;

*      Fortalecer a auto-estima e a identidade social;

*      Estimular a construção de um projeto de vida em que o próprio jovem possa ser o agente-empreendedor;

*      Desenvolver competências de gestão de projetos sociais dos profissionais envolvidos nos cursos (coordenadores e instrutores), disseminando práticas pedagógicas específicas e estimulando a articulação de parcerias.

 

Por que estes distritos?

 

O interesse em realizar cursos de capacitação dirigidos a adolescentes residentes nos Distritos de Cidade Dutra, Grajaú e Socorro vem, em primeiro lugar, pela alta porcentagem de jovens (de 16 a 29 anos representando cerca de 30% do total da população, segundo IBGE 2000), distribuídos nos setores censitários que apresentam uma heterogeneidade em sua composição social em função da existência simultânea de significativas parcelas da população classificadas como alta e média vulnerabilidade (IPVS, 2000)[1].

 

Reiterando os dados do IPVS, de acordo com o IVJ de 2005[2], os distritos alvo deste projeto estão distribuídos em áreas pobres (Grajaú), áreas de classe média baixa (Cidade Dutra) e média (Socorro), o que reforça a possibilidade de encontrarmos condições de convivência e de colaboração entre os diferentes segmentos e de desenvolvimento comunitário local maiores. Ações que privilegiem as potencialidades e não a segregação de grupos, que busquem a convivência entre segmentos de alta vulnerabilidade e vulnerabilidade média podem tornar-se a base para mudanças sociais mais sustentáveis.

 

Há nesses distritos poucas oportunidades de emprego e educação profissional para os jovens. Por isso, essas oportunidades são buscadas, muitas vezes, nas regiões mais centrais da cidade. Esse fato é um dificultador para a formação desses jovens, já que muitas vezes faltam recursos financeiros e informações de como buscar seu aprimoramento educacional e profissional.

 

Além disso, mesmo tratando-se de região com áreas de alta vulnerabilidade e carências, são inúmeras as organizações, associações e centros comunitários que atuam com o objetivo de obter melhorias na qualidade de vida dos seus habitantes. Por isso, o fortalecimento da capacidade gerencial dessas organizações, um dos focos deste projeto, é de fundamental importância para o desenvolvimento local.

 

 

3. Execução do projeto

 

Organizações sociais locais serão convidadas pelo PCS a compartilharem do projeto encaminhando propostas de cursos inovadores de capacitação. As propostas passarão por um processo seletivo e as organizações selecionadas, devidamente capacitadas pelo PCS, coordenarão e executarão os cursos. Também será necessária uma articulação entre PCS, Organizações e outras instituições locais para o estabelecimento de parcerias que objetivam potencializar as ações, mobilizar a comunidade local para atrair outras oportunidades de ações educativas, sobretudo aquelas vinculadas diretamente ao mundo do trabalho.

Cada curso é composto por um módulo básico e um específico, que são ministrados de maneira articulada, para dar conta da integralidade do processo educativo, voltado para o desenvolvimento humano e de habilidades básicas indispensáveis às exigências do mundo contemporâneo.

 

O PCS realizará a coordenação geral e a supervisão técnica permanente dos cursos. Contará com a participação das organizações parceiras para o planejamento conjunto dos cursos, seleção dos jovens, providências necessárias à execução dos mesmos e do acompanhamento próximo de todas as ações de capacitação.

 

Outros benefícios:

 

Os jovens terão bolsa auxílio mensal de R$ 80,00. Será estimulada a abertura de uma conta corrente na rede bancária comercial. A conta permanece no final da ação e o jovem aprende a administrar o seu orçamento e passa a ter todas as vantagens que a rede bancária pode oferecer. Trata-se de um impacto permanente e diferenciado. Recebem também material didático, vale transporte e alimentação.

 

4. Prazo de execução:

 

12 meses, de janeiro a dezembro de 2008.

 

5. Custos:

 

Custo do projeto:             R$1.234.122,22

Contrapartida da AAPCS:  R$   125.000,00

 

 

6. Outras informações:

 

Site: www.pcs.org.br

Contatos: mariajose@pcs.org.br – (11) 38290508

               rosi@pcs.org.br           - (11) 38290472

 

 



[1] Índice Paulista de Vulnerabilidade Social, Fundação Seade, 2000.

[2] Índice de Vulnerabilidade Juvenil. Fundação Seade, 2005