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Jovem Busca
Nº 002 /Ano 2004
 
16 julho de 2004
 
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Voluntarios
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Voluntários

”A importância do trabalho de cada voluntário"

Alunos do curso de Machetaria da Cruz de Malta em reunião com os voluntários.  
 
 

 

Nas igrejas, nos bairros e comunidades, nos grupos de auto-ajuda e nos clubes, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas, um número imenso de pessoas se ajudam umas às outras e ajudam a quem está em situação mais difícil. Ainda que não se chamem a si mesmos de voluntários.

Ao doarem sua energia e sua generosidade, os voluntários estão respondendo a um impulso humano básico: o desejo de ajudar, de colaborar, de compartir alegrias, de aliviar sofrimentos, de melhorar a qualidade da vida em comum. Compaixão e solidariedade, altruísmo e responsabilidade são sentimentos profundamente humanos e são também virtudes cívicas.

Não é algo que fazemos por imposição de alguém. É um compromisso livremente assumido. É claro que, ao doar, também esperamos receber: o que eu faço por você hoje, espero que você faça por mim amanhã, se necessário.

Ao nos preocuparmos com a sorte dos outros, ao nos mobilizarmos por causas de interesse social e comunitário, estabelecemos laços de solidariedade e confiança mútua que nos protegem a todos em tempos de crise, que tornam a sociedade mais unida e fazem de cada um de nós um ser humano melhor.

Pelos benefícios que traz para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade e a sociedade como um todo, é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido.”

 

Texto extraído de:
  www.portaldovoluntario.org.br
A seguir apresentamos alguns depoimentos desses voluntários:

Estou muito contente em poder participar de algo tão importante como o Projeto Capacitação Solidária. Não tenho oportunidade de estar com eles todos os dias, conversando, ajudando etc., pois trabalho na Secretaria da Primeira Igreja Batista em São Paulo, onde acontece as aulas, por isso não tenho muito tempo, mas com ajuda de todos os alunos e das coordenadoras consigo de vez em quando ter alguns minutos com eles.

Esta é minha primeira experiência de trabalhar com jovens, assim como eu, e sinceramente estou "adorando".

Aproveito pra dar meus parabéns ao Programa Capacitação por estarem ajudando estes jovens a serem alguém na vida e parabéns a todos os professores e voluntários que participam desse maravilhoso trabalho.
(Daniela - voluntária Primeira Igreja Batista)

"O que eu aprendi com o trabalho voluntário?"


Trabalho Voluntário é muito mais que doar-se. É doar também para você mesma.
Envolve comprometimento de todas as partes envolvidas e deve ser um trabalho sério como outro qualquer. Com responsabilidade, compromisso e seriedade.

Com o crescimento do número de ONGs cresce também a possibilidade dos que nasceram mais excluídos de terem maiores chances de sucesso na vida. E o trabalho voluntário é essencial para que esse contexto seja de fato realizado.

Ao me aproximar desses jovens, senti muita força, dedicação e dentro deles um potencial muito grande. Apesar de ter "doado" uma parte do meu tempo para eles, senti um aprendizado muito grande da minha parte também como se eles tivesse doado um pouco deles para mim.

(Karina Hosokawa- voluntária Gotas de Flor)

 

"Tive o privilégio de conhecer meninos e meninas sensacionais, com uma alegria de viver contagiante, com o coração aberto para as pessoas e o que elas tem para oferecer.

É fácil demais ensinar, quando alguém quer realmente aprender. Porque eu acredito que a função do professor é apenas mostrar o caminho, é o aluno que tem que percorrê-lo.

Sei que o tempo foi pouco, os recursos escassos e a distância enorme, mas esse só foi o primeiro passo desse caminho que é longo, árduo, e por vezes frustrante, mas todos sabemos que em todo caminho tem umas pedrinhas, e é muito melhor não se deter por causa delas.

O que eu percebo, que esses adolescentes privados de tudo, computador, internet, tv paga, tem um potencial enorme, são inteligentes e sabem trabalhar em equipe; só precisam de um empurrão para deslanchar, só precisam que acreditem neles."

(Lilian volunta´ria do CEPESP)

"Primeiramente, começo destacando: Qual o objetivo deste trabalho como voluntária?
Partindo de que o Mundo passa por uma grande transformação social. Novos valores são assimilados. E muitos seres humanos acompanharam essa mudança de percepção entendendo que são agentes dessa transformação.
Assim, foi desenvolvido um novo jeito de tratar, sentir e participar. A responsabilidade social deixa de ser somente uma obrigação dos governos.
Todos podem participar.
Não é uma atividade estanque, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se criar amigos, vivenciar novas experiências e tomar contato com outras realidades.
Ser voluntária deste projeto é algo que não tem explicação.Primeiro,aprendemos mais do que ensinamos. A riqueza da troca de experiências de vida com esses jovens nos torna mais humanos e mais felizes. Às vezes, isto acontece quando sofremos alguma perda ou alguma dor pessoal muito grande, mas no caso de um trabalho voluntário e sem nenhum fim lucrativo, isto acontece na maior alegria.

O verdadeiro prazer do voluntário se revela ainda numa criança, na troca de solidariedade e esperança gratuita como um sorriso. O voluntário é um privilegiado porque recebe, dando. O lucro é contado em amizade, respeito e amor. Ele é pago com um pedaço de felicidade.
Para finalizar gostaria de deixar uma frase que carrego sempre comigo "A Humildade é base do sucesso" desejo a todos os participantes deste processo
muita Saúde, perseverança e conseqüentemente muita felicidade."

Kátia Siqueira
Voluntária Ibasec

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Coralina)

"Essa frase relata bem como esta sendo o meu contato com os alunos do EFORT.
Quando este trabalho me foi apresentado a 1.ª coisa que veio em mente era que eu queria uma ONG que trabalhasse com” alunos especiais”, pois a sensibilidade deles e a luta diária para serem tratados como “pessoas normais” me encoraja.
Quando estou com eles vejo que muitos dos meus problemas, que acho enormes, são insignificantes diante dos desafios enfrentados por eles, desde um acesso ao ônibus ou metro até o fato de não serem entendidos (já que na maioria são mudos e surdos)
Uma das dificuldades é a comunicação, pois não sei falar a linguagem dos sinais e algumas vezes eles não me entendem, sempre tenho um apoio da Dona Angelina (coordenadora do curso) que ajuda na comunicação, mas nesta última visita ela estava um pouco ocupada e eu propus que me deixasse com eles, essa experiência foi muito divertida pois eles tiveram que tentar se fazer entender por mim e eu idem.
O que aconteceu foi que no final conseguimos, fazer o fechamento da 1.ª edição dentro de um clima de alegria, curiosidade e com o sentimento da missão cumprida.
Agradeço a ONG, aos alunos, a comissão (com quem tenho um contato mais direto) pela paciência e muita vontade em estar desenvolvendo esse novo projeto apesar de todas as dificuldades, limitações ou empecilhos."


Kátia Cilene Gregorio
(Voluntária - EFORT)

 

 

"O trabalho na revista vem sendo visto pelos jovens como mais um desafio, e, como todos nós sabemos, desafio é coisa que os jovens gostam de encarar, ainda mais quando o resultado desse desafio pode ser visto por outras pessoas.
Nosso grupo tem se empenhado muito para procurar reportagens, que acham eles, estão retratando a realidade do bairro. Como voluntário, não tenho interferido, e sim orientado o grupo nas questões relatadas nas
reportagens.
Por outro lado, a revista vem sendo um instrumento de treinamento para as aulas que eles estão tendo. Por exemplo, a utilização da linguagem HTML, que eles aprenderam, está
sendo utilizada na confecção das reportagens.
Espero que esse pequeno relato ajude vocês a conhecer um pouco melhor nosso trabalho."

(Vanderlei – voluntário - Unicsul)

 

 

"Eu sou Roseli Ap. Caetano, moro na Cohab I José de Anchieta, sou estudante
do 4º ano normal antigo Magistério, fiquei muito feliz por ter sido escolhido pelos alunos do curso Gestão Juvenil, este curso veio acrescentar
muito em minha vida, pois é uma grande troca de conhecimentos, é uma
experiência única, estes adolescentes são realmente carentes, porém com um
potencial muito grande para ser explorado e desenvolvido, vejo que falta
realmente é oportunidades como está que o PCS está possibilitando.
Estou muito feliz pela oportunidade de conhecer este novo universo que é o Social.


um grande abraço a todos. "

(Roseli Ap. Caetano - Voluntária Ética e Arte)